

Uma safira não aquecida é naturalmente adequada para uso em joalheria, mas uma safira aquecida não é considerada "desnaturada". Um olhar sobre essa técnica ancestral, seus benefícios e por que alguns preferem evitá-la.
O aquecimento da safira é um processo extremamente comum, realizado em forno a alta temperatura (até cerca de 1 800 °C) ou de forma tradicional. Essa prática já era conhecida na Antiguidade.
O objetivo é aprimorar as imperfeições naturais, as inclusões e a falta de intensidade ou de homogeneidade da cor. Muitas safiras azuis são naturalmente de qualidade insuficiente para uso em joias, ora muito claras, ora muito escuras. Dito isso, essas pedras preciosas existem em diferentes cores e muitas são aquecidas, como, por exemplo, a safira violeta. Obtém-se, assim, uma saturação mais rica.
A grande maioria das safiras é aquecida, independentemente de sua origem no mundo.
Em geral, a aquisição de uma safira azul não aquecida é mais cara do que a de uma safira aquecida. O mesmo vale para as demais cores. Uma safira não aquecida é mais rara e seu valor cresce proporcionalmente. Algumas pedras são ainda mais raras, como a safira birmanesa não aquecida, de pureza e brilho notáveis. O mesmo se aplica à safira do Ceilão não aquecida que, embora menos rara, é igualmente reconhecida por sua alta qualidade e diversidade de nuances.
No entanto, o preço de uma safira não depende apenas do aquecimento. O preço de uma safira aquecida de alta qualidade pode perfeitamente superar o de uma safira não aquecida de menor expressão.
Haja ou não aditivos (tratamento por difusão), o aquecimento da safira é uma prática totalmente aceita no universo da joalheria. Ele é especificado nos certificados gemológicos e considerado normal, até indispensável para grande parte das pedras, incluindo os diamantes ou os prestigiosos rubis birmaneses. Entre as pedras preciosas, apenas a esmeralda não pode ser aquecida. Este processo não tem qualquer incidência sobre a conservação de um anel de safira ou de qualquer outra joia.
A aquisição de uma safira não aquecida pode ter vantagens, desde que a pedra seja naturalmente de boa qualidade, evidentemente. Os apreciadores de autenticidade preferem safiras que não foram embelezadas, buscam pedras mais raras ou colecionam pedras de maior valor. Para a criação de anéis e joias, muitas pessoas optam pelas safiras aquecidas em razão dos preços ou simplesmente porque são mais fáceis de encontrar, numa grande variedade de formas e cores. Um anel com safira não aquecida pode exigir uma busca considerável.
Um gemólogo dispõe dos equipamentos necessários para distinguir uma safira aquecida de uma não aquecida. A olho nu, isso é impossível. Em contrapartida, tomemos o exemplo de uma safira rosa com tonalidade amarronzada: é possível perceber claramente a diferença após o aquecimento.
O aquecimento não é considerado um tratamento propriamente dito. Por isso, uma safira aquecida não é menos valorizada do que uma não aquecida. Os tratamentos que podem modificar significativamente a natureza das pedras são mais controversos. Mas se estiverem mencionados no certificado de autenticidade (o que, aliás, a legislação francesa impõe), não há qualquer engano. Um bom exemplo é o tratamento denominado preenchimento, que consiste em injetar substâncias nas fraturas de uma pedra com o objetivo de torná-la mais bela e resistente. Este tratamento melhora a aparência, mas impacta as propriedades físicas.
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Uma safira não aquecida é naturalmente adequada para uso em joalheria, mas uma safira aquecida não é considerada "desnaturada". Um olhar sobre essa técnica ancestral, seus benefícios e por que alguns preferem evitá-la.
O aquecimento da safira é um processo extremamente comum, realizado em forno a alta temperatura (até cerca de 1 800 °C) ou de forma tradicional. Essa prática já era conhecida na Antiguidade.
O objetivo é aprimorar as imperfeições naturais, as inclusões e a falta de intensidade ou de homogeneidade da cor. Muitas safiras azuis são naturalmente de qualidade insuficiente para uso em joias, ora muito claras, ora muito escuras. Dito isso, essas pedras preciosas existem em diferentes cores e muitas são aquecidas, como, por exemplo, a safira violeta. Obtém-se, assim, uma saturação mais rica.
A grande maioria das safiras é aquecida, independentemente de sua origem no mundo.
Em geral, a aquisição de uma safira azul não aquecida é mais cara do que a de uma safira aquecida. O mesmo vale para as demais cores. Uma safira não aquecida é mais rara e seu valor cresce proporcionalmente. Algumas pedras são ainda mais raras, como a safira birmanesa não aquecida, de pureza e brilho notáveis. O mesmo se aplica à safira do Ceilão não aquecida que, embora menos rara, é igualmente reconhecida por sua alta qualidade e diversidade de nuances.
No entanto, o preço de uma safira não depende apenas do aquecimento. O preço de uma safira aquecida de alta qualidade pode perfeitamente superar o de uma safira não aquecida de menor expressão.
Haja ou não aditivos (tratamento por difusão), o aquecimento da safira é uma prática totalmente aceita no universo da joalheria. Ele é especificado nos certificados gemológicos e considerado normal, até indispensável para grande parte das pedras, incluindo os diamantes ou os prestigiosos rubis birmaneses. Entre as pedras preciosas, apenas a esmeralda não pode ser aquecida. Este processo não tem qualquer incidência sobre a conservação de um anel de safira ou de qualquer outra joia.
A aquisição de uma safira não aquecida pode ter vantagens, desde que a pedra seja naturalmente de boa qualidade, evidentemente. Os apreciadores de autenticidade preferem safiras que não foram embelezadas, buscam pedras mais raras ou colecionam pedras de maior valor. Para a criação de anéis e joias, muitas pessoas optam pelas safiras aquecidas em razão dos preços ou simplesmente porque são mais fáceis de encontrar, numa grande variedade de formas e cores. Um anel com safira não aquecida pode exigir uma busca considerável.
Um gemólogo dispõe dos equipamentos necessários para distinguir uma safira aquecida de uma não aquecida. A olho nu, isso é impossível. Em contrapartida, tomemos o exemplo de uma safira rosa com tonalidade amarronzada: é possível perceber claramente a diferença após o aquecimento.
O aquecimento não é considerado um tratamento propriamente dito. Por isso, uma safira aquecida não é menos valorizada do que uma não aquecida. Os tratamentos que podem modificar significativamente a natureza das pedras são mais controversos. Mas se estiverem mencionados no certificado de autenticidade (o que, aliás, a legislação francesa impõe), não há qualquer engano. Um bom exemplo é o tratamento denominado preenchimento, que consiste em injetar substâncias nas fraturas de uma pedra com o objetivo de torná-la mais bela e resistente. Este tratamento melhora a aparência, mas impacta as propriedades físicas.
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